I just signed the petition "Política pública de incentivo ao empreendedorismo: Facilitar a criação de Startups em Portugal" and wanted to see if you could help by adding your name.
Our goal is to reach 200 signatures and we need more support. You can read more and sign the petition here:
You're receiving this message because Andre Lopes sent you an email through Change.org's petition sharing tool. If you believe you have received this message in error, respond directly to Andre Lopes at andrelopes85@gmail.com.
Twitter is for discovering and sharing what's happening right now through the timely exchange of short, public messages. Since its inception in 2007, this open exchange of information has transformed Twitter from a simple social utility to a new kind of communication with the potential for positive global impact. Individuals and organizations alike are encouraged to try Twitter for a variety of uses ranging from social to commercial.
This message was sent by a Twitter user who entered your email address. If you'd prefer not to receive emails when other people invite you to Twitter you can opt-out
Please do not reply to this message; it was sent from an unmonitored email address. This message is a service email related to your use of Twitter. For general inquiries or to request support with your Twitter account, please visit us at Twitter Support.
Lá está ele a recuperar o tom sofista nietzsche, "a verdade é a verdade dos poderosos" and so on. "o poder é a capacidade de obrigar" (Weber), a "Madeira é um grande exemplo de democracia" J.Gama, basicamente muita gente tem só quatro bisavós, como o D.Sebastião..
E nós estamos cá para decidir a toda a hora se somos Cromwell (o ministro do Henrique VIII, não o outro, ou se somos Morus) ou, nacionalmente, se somos Palmela ou Passos Manuel..
A semana africana festejada no ISCSP é hoje, alguns dias depois do evento, tema de capa do portal Sapo Cabo-Verde da PT, uma réplica do nosso no qual é sempre curioso ver anúncios de cartões telefónicos por 500 escudos cabo-verdianos e mais ênfase ao que acontece na África do Sul ou no Zimbabué do que noutros sítios.
A entrevistadora, em vez de fazer questões relevantes como "Como é estudar em Portugal?" ou "Que vais fazer para vencer no futuro?", recorreu, bem ao jeito das irrelevantes perguntas sobre o 25 de Abril, a perguntar quando foi instituído o dia de África, uma efeméride tão relevante quanto o dia da mulher.
Eu não fazia ideia de que havia um dia de África, mas não me surpreende, mais uma vez, a parvoíce do inventor em transformar em grupos sociais de coitadinhos dando um dia próprio internacional. Melhor seria que nenhum estudante de Angola ou Moçambique soubesse que existe um dia de África, tal como ninguém por cá se lembra do dia da Europa. Todos os dias são bons para se pensar em África e estar bem em Portugal.
Já agora, foi boa ideia, como sempre, a de ter a semana africana e dar- lhe visibilidade nos meios de comunicação social, pena é que a mensagem que se quer passar é só a das danças e batuques e da habilidade dos alunos em memorizar efemérides. Será que é esta a imagem que o Núcleo de Estudantes Africanos queria? Não é melhor mostrar que se fala de futuro, da integração económica que vemos ao abrir o sítio www.sapo.cv, e das responsabilidades que estes colegas querem assumir?
Compêndio de propostas Juntar a comunidade do ISCSP para reflectir a mudança.
1. Criar grupos de trabalho para pensar, planear e executar mudanças que visem adaptar o ISCSP ao ambiente aberto e competitivo que caracteriza o panorama académico mundial.
2. Criar um sistema obrigatório de avaliação de alunos baseado nos "papers", limitar a ponderação da avaliação por frequência a 50%.
3. Distribuir as aulas por manhãs e tardes, para todos todos os anos de todos os cursos de licenciatura.
4. Captar o interesse das empresas para o ISCSP, quer através de conferências de interesse empresarial, de diálogo com as secções de recursos humanos das empresas e parcerias de investigação ISCSP-Empresas.
5. Colocar o ISCSP no mercado internacional de recrutamento de professores doutorados. Quer através de "fellowships" quer de vínculos.
6. Abrir um novo bar no ISCSP com serviço de cafetaria e de almoços para haver preços concorrenciais e aumentar as receitas do ISCSP.
7. Associar cursos do ISCSP às melhores escolas mundiais de cada área. Por exemplo, Administração Pública à Harvard Kennedy School of Government, ou Relações Internacionais à London School of Economics, criando, para o efeito, graus conjuntos. Continuar assim até o ISCSP ser claramente identificado como a escola de referência nas matérias que lecciona a nível nacional.
8. Criar, nos professores, um compromisso de promoção do ISCSP, estimulando-os a contribuir com os seus artigos nos meios da especialidade e nos de comunicação social, compromentendo-se a associar, sempre, os seus nomes ao ISCSP.
9. Identificar uma marca para o ISCSP que remeta para um conjunto de valores e conteúdos claros e atractivos para a comunidade universitária e empresarial.
10. Oferecer aos alunos uma experiência envolvente de academia. Promovendo a criação de "papers" de colaboração entre alunos e professores para publicação nos meios de comunicação social, para a Assembleia da República, e outros fóruns de interesse.
11. Estipular horas de gabinete para os professores receberem os alunos. (No mínimo duas horas por professor, por semana).
12. Criação de cadeiras de optativas abertas ao sitema de oferta e procura por parte dos alunos. Reduzir as cadeiras obrigatórias a um terço do total.
13. Divulgar, obrigatoria e periódicamente, as contas do conselho directivo e da associação de estudantes e publicar respectivos relatórios de actividades.
14. Gerir o ISCSP em função de vectores objectivos.
14.1. Empregabilidade;
14.2. Número de professores doutorados de faculdades que não o ISCSP;
14.3. Número de professores doutorados estrangeiros;
14.4. Evolução da procura dos cursos por parte dos finalistas do ensino secundário;
14.5. Identificação do ISCSP como instituição universitária de referência.
14.6. Satisfação dos alunos com o serviço prestado pelos professores e pela faculdade em geral.
15. Integração dos alunos, e funcionários não docentes nos esforços de melhoria com funções de verdadeira responsabilidade nas diversas áreas. Sendo avaliados em função do objectivo número 4 em colaboração com a gestão e com os professores e número 9 com a possibilidade de auxílio externo de consultores especializados.
16. Avaliar a gestão anualmente com base nos critérios dispostos no número 13 e 14 e nos critérios dos números 4, 5 e 7 em colaboração com os professores.
17. Avaliar os professores em função da capacidade demonstrada em alcançar objectivos traçados nos números 2; 4; 8; 10; 11; 12 e números 5 e 7 em colaboração com a equipa de gestão. Os professores deverão ainda ser avaliados pela sua capacidade pedagógica, de captação do interesse dos alunos pelas matérias que livremente leccionarão através do preenchimento das vagas e pela identificação da relevância da matéria leccionada.
18. Urge reflectir e deliberar sobre a crise de empregabilidade dos alunos do ISCSP com recurso a consultoria externa através da associação da gestão, dos grupos de trabalho, dos professores e de consultores externos. Este é porventura o problema mais grave e ao mesmo tempo mais subvalorizado. Uma boa faculdade não pode dar se ao luxo de formar para a precariedade em que se encontram centenas de colegas nossos. Soluções precisam-se e bons exemplos existem!
Sobre a miséria da biblioteca do ISCSP.. Merecemos uma biblioteca adaptada às necessidades de um estudo minimamente "académico".
Exmo. Senhor Presidente do Conselho Científico do ISCSP,
Detectei diversos problemas na gestão e oferta da biblioteca do ISCSP que danificam o serviço prestado pelo ISCSP aos seus utentes. Sendo da máxima importância académica a existência de uma biblioteca valorizada e adaptada às necessidades dos utilizadores, elaborei uma lista de problemas aos quais fiz corresponder as soluções que considerei adequadas.
Deixo à consideração do vosso conselho a avaliação das propostas que considero ser em defesa dos interesses da instituição pela qual zelamos.
1.Desfasamento entre a procura dos alunos e a oferta de livros por parte da biblioteca, inclusivamente de livros de autores docentes do ISCSP. Uma vez que existem estatísticas sobre quais são os livros mais requisitados,proponho que a bibliotecária seja mandatada para realizar compras no sentido de alargar o número de exemplares dos livros mais requisitados.
2.O sistema vigente de empréstimos (48H por cada livro e um máximo de dois livros) é lesivo dos mais elementares interesses da seriedade da academia e devia ser abolido sem demora. É do senso comum que um mínimo de seis livros é necessário para desenvolver um trabalho académico de mínimo rigor científico e não se pode pedir a alunos com estágio obrigatório ou de mestrado que desenvolvam os seus trabalhos apenas nas instalações da biblioteca. Proponho três regimes: 72horas para os livros mais requisitados, num máximo de três; uma semana para os livros com taxa de requisição intermédia, num máximo de quatro; um mês para os livros com taxa de requisição baixas, num máximo de seis.
3.O enquadramento regulamentar e operacional dos procedimentos aquando de incumprimento dos prazos estipulados para devolução dos livros emprestados é obsoleto e existe uma longa lista de livros perdidos. Proponho que com um aumento da flexibilidade dos empréstimos se estabeleça um regime de multas por incumprimentos nos prazos de devolução dos livros (cuja receita reverteria para fins da biblioteca), bem como a elaboração de uma lista de pessoas em situação de incumprimento.
4.Os professores são os únicos autorizados a requisitar livros para a biblioteca. Tal prática é oposta ao princípio de que a universidade pertence à comunidade universitária no seu todo. Proponho que se flexibilize o âmbito em que alunos e funcionários discentes possam realizar requisições de compra. Sugiro nomeadamente que qualquer membro da comunidade do ISCSP possa pedir dois livros por ano livremente e ainda um número não especificado de livros de estrito interesse académico.
5.Os livros estão numerados e dispostos por ordem de chegada à biblioteca, o que é não é prática comum nas bibliotecas de qualidade, nas quais os livros se encontram agrupados por tema. Deve se privilegiar a facilidade de acesso dos utentes aos livros e não o facilitismo na colocação destes nas estantes. Proponho, obviamente, que os livros sejam re-dispostos por temas.
6.A tesouraria fecha às 16h, impossibilitando o carregamento dos cartões de fotocópias. Proponho a instalação de uma máquina de autocarregamento dos cartões no "hall" de entrada da biblioteca.
7.O espaço exclusivo para os professores na entrada da biblioteca e a regalia dos jornais diários exclusivos para estes funcionários são incompreensíveis numa comunidade académica esclarecida. Proponho a abolição imediata do carácter exclusivo desta ilha e que surja a figura da "reserva temporária" deste espaço para fins que se considerem pertinentes, nas devidas alturas apenas.
8.Existe um considerável depósito de livros em parte inacessível do ISCSP que é correspondido por uma considerável nudez das estantes da biblioteca. Proponho quese encha metade das estantes vazias com os livros do depósito por ordem decrescente do número de requisições.
9.Existe uma manifesta falta de artigos e revistas de referência nas áreas científicas abrangidas pelos cursos do ISCSP. Nas melhores escolas mundiais de ciências sociais o estudo das matérias não é fundamentado nos livros dos "autores internos" e em listas bibliográficas de livros e artigos não disponíveis nas estantes das biblioteca, mas sim na literatura especializada e prolixa das bibliotecas académicas. Quer sob a forma de artigos, livros ou artigos "online".Proponho que se disponibilizem mais revistas, livros e "papers" relevantes nas diversas áreas científicas cursadas no ISCSP para preparar o futuro em que as exigências de qualidade nos trabalhos imponha a produção crítica, em oposição ao actual sistema de mínimos e reprodução dos guiões das aulas.
Estou no ISCSP (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas) desde 2004, num mês de Setembro de Sol, além das praxes em que não me dei ao trabalho de passar no corredor da morte de ovos e "ketchup" na cabeça em que os do segundo ano se libertam do seu ressabiamento. Depois, enquanto ainda decorriam os "rallies" do "whiskey" começa a pior parte. A insondável pobreza de espírito da maioria dosprofessores do Iscsp.
A referência que tinha do ISCSP era a da simpática figura do decanoAdriano Moreira mas este antigo presidente do ISCSP havia saído há muito pela imposição do júbilo à idade máxima de 72 anos, hoje Adriano tem 85 anos e está assim (para nossa grande infelicidade) limitado às privadas e aos júris dos doutoramentos. Quanto aos actuais professores do ISCSP, os primeiros dias foram esclarecedores.
Na primeiríssima aula fomos brindados com a performance de um professor-adamastor que passou a aula a "disciplinar" edesencorajar os alunos qual era o sacrifício de tão elevada figura da "intelligentsia" nacional, ((basta percorrer a sua extensa lista de publicações (ou não)) em vir ensinar os burros cujo principal defeito era terem tido o desplante de se inscreveremno curso do ISCSP de Relações Internacionais. Tanto que lá gostava de voltar, àquele solarengo dia, para acrescentar algumas larachas ao que logo disse, indignado pela insolência do funcionário público que ousa diminuir os utentes a crianças, impunemente.Tem feito escola por lá o desrespeito pelos alunos..
Para a posteridade guardo a afirmação de tão elevado internacionalista de que "Alcácer-Quibir foi uma vitória para Portugal no plano das Relações Internacionais".. logo refutei tal afirmação acéfala com o argumento de que, mesmo do ponto de vista das relações internacionais, a sobrevivência dos actores é o primeiro e fundamental objectivo dos mesmos. Aí o meu interlocutor dignou se a sustentar que Borges Macedo, fonte histórica de sua estima, é que havia descoberto que a acção militar do nosso d.Sebastião tinha sido (rasgem os outros livros de história todos) uma prevenção de uma invasão Turca ao solo Ibérico e permitido a sobrevivência dos reinos que nele co-habitavam (tanto que as derrotas esmagadoras previnem se nós darmos conta!). Permitam me então considerar uma vitória de secretaria espanhola nessa realidade longe de estar comprovada.
De queixo subido o senhor Direito, outro pedagogo de 5ª categoria que adorava dissertar sobre Sá Carneiro às paredes e tecto das nossas salas dispostas de forma a que professores e alunos consigam estabelecer entre sí o melhor contacto visual possível.Será que chegou a sa miopia a notar o quase desaparecimento dos alunos nas aulas? Eu não estive lá para saber..
Ciências Sociais deixou um sentimento misto. Professoras dedicadas mas um programa, agora atirado às cobras, que, se muito bem nos fez em nos ensinar sobre Max Weber, Pareto e outros que tais, sofria das certezas etnográficas que tão longe de estarem comprovadas estão e, em suma, introduzia-nos às correntes das ciências sociais da mesma forma bafienta, desconfio, desde antes do 25 de Abril.
Primeiros dias de aulas no ISCSP que na altura não interiorizei como particularmente maus ou desencorajantes. A falta de termo de comparação suavizou a digestão da refeição podre.
Contudo o termo de comparação veio com o erasmus. Curto e em direcção ao alvo: os professores da universidade de nottingham dependem da avaliação dos alunos e da vontade de serem melhores especialistas traduzida em títulos académicos e publicações. Lá, onde os exames não têm nome e os professores sabem o teu nome porque entre cafés de trabalho, papers, sessões de grupo sobre leituras das matérias e mensagens electrónicas trocadas, os alunos sabem o que é uma universidade a sério, com pesquisa e troca de ideias.Não chegam a saber o que é a reprodução acrítica das matérias nos exames como único factor para passar pois sabem que a visão pessoal sobre elas é a forma de demonstrar que se desenvolveu a única coisa que fica para sempre de um curso de ciências socias, como diria, Adriano Moreira, a capacidade de aprender.
Os professores são investimentos que tanto os alunos fazem na sua educação como as faculdades para seu prestígio. Os bons (cujas PESSOAS MAIS IMPORTANTES DA UNIVERSIDADE: OS SEUS ALUNOS, ELEGEM) transitam verticalmente para cargos de maior responsabilidade e remuneração ou horizontalmente ao aceitarem convites para universidades melhores. Os maus não lhes vêm renovados os contratos e dedicam um ano sabático à investigação ou passam a vergonha de não terem alunos suficientes inscritos na sua cadeira.
No ISCSP, se assim fosse muito mudava, lá iam à vida os velhos que não fazem nada além de comparecerem encarecidamente às aulas onde repetem a ladainha que os fez por obra e graça do senhor doutores. Os professores mais novos, apesar dos vicios da sua endogenia, arrisco dizer que fariam melhor figura num ambiente livre de regências pois são seres mais afoitos e que vingaram num regime de selecção mais darwiniana do que os seus chefes da era pré universidade massificada. Ainda assim muito lhes faltaria para terem lugar em Nottingham, onde os concursos para professor tem alcance mundial e onde só tive 40% de professores ingleses. Lá os concursos públicos não são feitos à medida daquela menina jeitosa a que algum catedrático queira fazer um favorzinho..
(da minha experiência) Se és um jovem que quer investir numa educação universitária que te estimulará a continuar na tua área de estudos aproveita a união europeia e vai para Nottingham. Se só precisas de um diploma de licenciado daqueles em que se decorando 2 dias antes da frequência se vai lá então o ISCSP tem o que queres e uma bela vista sobre o Tejo..
The existing framework cannot subdue the new human force that is increasing day by day alongside the irresistible development of technology and the dissatisfaction of its possible uses in our senseless social life. [1]
O Situacionismo, enquanto movimento cultural, deve o seu nome a uma ironia. Começando pelo que não vou falar, situacionistas, no sentido estrito, são os que defendem o status-quo e aceitação dos seus actores principais, sua super-estrutura moral como tradicional e incorporação desta na ética, de forma a que ela vigore. Assim são os seguidores imediatos dos profetas, do papado aos legisladores do parlamento, eles convencem os convencidos. Os Situacionistas que nos interessam, que assim se nomearam em 1957 numa conferência em Cosio d'Aroscia da Internacional Letrista de Isidore Isou e do Movimento por uma Bauhaus Imaginista, tinham como lema colocar a arte ao serviço da revolução (anti-capitalista). Daí, nasceriam várias fontes de ataque à cultura (como forma de ver o mundo) que vigorava então, descrita como sociedade do espectáculo. Espectáculo em que o capitalismo entra no nosso instinto através da magia dos seus anúncios, ou reverência, pelas suas hierarquias.
A raiz do mal, como foi identificado pelos situacionistas, era o "fetiche da mercadoria", termo que surgiu pela primeira vez na quarta secção do primeiro capítulo de "O Capital" de Marx e que, de forma pioneira, o autor mostra que os objectos podem adquirir uma vida própria quando lhes é associado um conteúdo significante aquando da sua colocação no mercado. Ou como o próprio Marx descreveu, "A mercadoria parece, à primeira vista, uma coisa bastante simples e de fácil compreensão. Contudo, após a analisarmos, ela revela-se bastante estranha.. um objecto, quando transformado em mercadoria, constitui-se numa coisa transcendente". [2]
País do Situacionismo, Guy Debord e Raoul Vaneigem, escreveram suas obras de referência, "La société du spectacle " e "Revolution of the everyday life" num contexto em que o Capitalismo havia evoluído já num sentido em que a maioria dos trabalhadores na sua região do globo, a Europa ocidental, eram do sector terciário, colarinhos brancos consumistas, "pequenos burgueses" enfim, que viam na ascensão através das hierarquias mais ou menos informais da posse e do estatuto, a escada natural dos objectivos na vida. As ideias marxistas propagandeadas pelos partidos comunistas marxistas-leninistas ofereciam-lhes pouca atracção enquanto a economia e as perspectivas de subida na vida pareciam crescentes. Por conseguinte, o status-quo político e social não sofria ameaças internas.
Vaneigem, Debord e os outros Situacionistas consideravam-se marxistas, à revelia do Partido Comunista da União Soviética, suas filiais europeias e ideólogos que reclamavam para si o ceptro oficial. A diferença entre as duas perspectivas podia ser explicada pelos termos a que estamos habituados. De um lado os Ortodoxos sovietistas e do outro os "esquerdalhos" fraccionistas, caracterizados pela volatilidade das tendências e pequenas plataformas a que davam forma.
O Marxismo-Leninismo foi a par do Capitalismo o alvo dos Situacionistas. Este tinha como principais "mantras" o fim da sociedade classista, a abolição da propriedade privada e consequente nacionalização e o papel do partido comunista como porta voz e "vanguarda" dos interesses e vontades da única classe doravante autorizada a existir: o proletariado, que era sinónimo de mão de obra que trabalhava em condições de mera subsistência mas que, sob o comunismo, teria direito a uma distribuição mais justa das mais valias do seu produto. Além dos supracitados pontos práticos da acção comunista, os partidários de Lenine acreditavam que surgiria um momento histórico na Europa como na Rússia Menchevique em que, pela dialética dos ciclos de oferta-procura, o proletariado aclamaria o partido comunista como a solução.
Os Situacionistas haviam, contudo, concluido que tal momento não chegaria, uma vez que além do dito proletariado se ter já nos anos 60 convertido em burguesia dos serviços, os partidos comunistas tinham perdido qualquer ímpeto revolucionário e, por se sentarem nas assembleias parlamentares europeias, haviam se tornado em pesadas máquinas burocráticas preocupadas mais com as subvenções estaduais e resultados eleitorais que em seguir os programas do Manifesto do Partido Comunista. Por outras palavras, haviam se tornado parte da Sociedade Espectáculo patrocinada pelos símbolos do capitalismo. Faziam o previsível papel da voz do contra que não vai alterar nada, que chama a atenção ao capital por este não respeitar os interesses sociais e se focar apenas no lucro, mas não age decisivamente para acabar com ele.
Os mantras do "Situacionismo" para destruir o capitalismo e a sociedade espectáculo na qual este vive estavam na acção sobre o fetiche das mercadorias, em contrariar o efeito "mágico" que estas exercem sobre a psique humana. Segundo Tormey, "os símbolos dirigem-se a compelir-nos para a autenticidade da necessidade que temos por qualquer coisa, para satisfazer os nossos "desejos".."usar este perfume fará ser tão glamoroso como a mulher na publicidade" [3].
O capitalismo havia entrado decisivamente com as suas "registered trade mark(s)" no mundo dos desejos humanos através do apelo à cópia de uma certa imagem em que nos gostariamos de ver. Decisiva no processo é a acção da publicidade que influi "na forma como os objectos são aparentemente imbuidos de propriedades aparentemente mágicas, sexuais ou "elevados" de forma a serem mais desejáveis para o consumidor" [4]. Neste sentido, para contrariar o capitalismo num todo, era preciso fazer a "detournement" (desvio) do apelo que nos era instigado pela publicidade que nos apela ao consumo, daí os muitos "vandalismos" dos partidários do situacionismo em particular e dos revoltosos do Maio de 68 em geral. Vandalismos apenas no sentido em que as imagens publicitárias eram desviadas do seu poder de atracção através do desenho de um bigode na cara de uma musa do cinema, ou com as acções do guerrila gardening que ousavam transformar os jardins dos palácios reais britânicos durante a noite.
Com efeito, sabemos hoje que, pelos ad-busters, pelas latas de sopa campbell, Clown Army, Guerrila Gardening, banda desenhada de Bordalo Pinheiro ou os contemporâneos Gato Fedorento ou Vai Tudo Abaixo, a mensagem de sublevação contra a intocabilidade dos símbolos sociais, políticos ou empresariais tem cada vez menos limites. Tudo pode ser virado ao contrário. Contudo, no mundo onde mostrar-se democrático e tolerante é bom, este típo de acções podem ter efeitos contraproducentes, reabilitando o alvo, ou moralizando o imoral, mas só na aparência, como desenvolverei mais adiante.
Mas também por uma forma algo mais anárquica, a "derive", ou abdicação da vida no espectáculo, em que nos era proposta a saída do mundo do consumo, passando a nossa prioridade para a autarcia.
Sairia das nossas vidas a economia como "a força que mais pesadamente influi" como Weber já havia descrito, peso que nos é imposto pelas ortodoxias da normalidade, que Wilhelm Reich apontava como efeito da divisão social do trabalho e opressão sexual, sendo a autonomia face às obrigações laborais e a libertação dos desejos sexuais a forma de fazer substituir a vigência do peso da economia real pelo desta economia do desejo.
Uma outra forma de atacar o espectáculo identificada por Vaneigem é a de repensar os papéis que assumimos na sociedade.
"Do ponto de vista do espectáculo a redução do homem a consumidor é um enriquecimento: quanto mais coisas ele possui, quanto mais papéis exerce, tanto mais ele é assim é decretado pela organização das aparências. Contudo, do ponto de vista da realidade vivida, todo o poder conseguido é pago pelo sacrifício da verdadeira auto-realização. O que é ganho ao nível das aparências é perdido ao nível do ser." [5]
No sentido em que, parafraseando a famosa tirada de Marx, "quanto mais o homem põe em Deus, menos lhe resta nele", as pessoas no espectáculo perdem-se imersas nos diversos papéis que, separando-se de si mesmas e dos seus instintos, tão presas que estão aos papéis.
Enquanto não dormimos parecemos estar ligados a um videojogo, simulando, como dentro do "Matrix", ser quem nesta realidade de cá somos. E as regras não foram inventadas por nós. Nascemos, está claro, nús e sem dentes, mas os objectivos do espectáculo são claros: Acumulação. Sob a forma de acumulação de dinheiro, prestígio, parceiros sexuais, até coleccionar moedas vale, e tentamos por norma acumular formas de bem estar variadas que são "falsas necessidades", símbolos virtuais, mas que prezamos muito e através da sua exibição nos vimos ao espelho e avaliamos os outros.
A prossecução dos objectivos do jogo do espectáculo depende fundamentalmente da nossa habilidade em jogá-lo segundo as regras da adaptação às novidades que o capitalismo e os seus "players" nos impõem, falo de aquisição dos acessórios da moda, "gadgets" electrónicos, como inserção nos cursos universitários "de referência" e outros passaportes, como se se tratasse do desafio semanal do "big brother": vencendo-o, subimos na escada socia; perdendo-o, ficamos na ressabiada base da hierarquia, recusando-nos a jogar o jogo, a consequência é a de ser considerado fora de moda, obsoleto ou até anormal à face do espectáculo.
É com a iniciação e imitação dos modelos de vida e atitudes copiadas que perpetuamos os estereótipos como forma de asseverar a nossa pertença ao espectáculo em que nos inserimos. Desde sermos crianças até sermos velhos, grupos de estatuto social cujas próprias designações parecem chutar-nos para a segregação, temos, exteriormente, papéis designados exclusivamente para os nossos grupos etários. O espectáculo desenha a partir daí a sua constante auto-regeneração. Somos levados a querer ser o filho pródigo sucedendo-nos o profissional ascético que acumula como pai e esposo dedicado, acabando no avô altruista. Como expoente máximo da nossa integração do elenco do espectáculo, chegamos ao cume de denunciar como "desnaturados" os que fogem à programação que nos foi formatada.
A formatação leva-nos, sem questionar bastante, a contentar-nos com o quotidiano que o espectáculo reservou para nós. "Um homem de 35 anos liga o carro todas as manhãs, vai ao escritório, lida com a papelada, almoça na cidade, joga bilhar, mais papelada, sai do trabalho, bebe um pouco, cumprimenta a mulher e os filhos,come em frente à televisão, vai para a cama e faz amor com a mulher, adormece" [6] Ninguém impõe activamente esta sequência na vida, o próprio homem a escolhe, asseverando a sua aceitação tácita das regras espectaculares e por conseguinte toda a jurisdição moral virtual de atitudes "assertivas", "aceitáveis" e "reprováveis", garantindo todos os dias a sí mesmo que é quem se esforça por parecer. Um ego que no prisma situacionista não é mais que uma marioneta letárgica.
Há toda uma ausência do homem no mundo capitalista notada pelo pensamento situacionista que se esforça por mostrar que é a imagem de um conceito, de um valor, que vale e não, vez alguma, o seu conteúdo. Personalizamos cada vez mais as músicas "catchy" do verão, esquecidas no verão seguinte, transformamo-nos no homem do perfume ou das calças ou aspiramos o dia em que conseguiremos comprar determinados modelo da BMW.
É o processo de identificação, que a publicidade nos faz corresponder de uma forma subtilmente normativa, o que é desejável para a nossa aparência. É essencial para a compreensão do poder capitalista, do poder de obrigar weberiano que possui, o moldar dos desejos em função do que a sub-indústria dos "media" nos impõe com as suas directivas. Aqui o valor acrescentado para o accionista vence sempre que há grande investimento no braço armado das empresas de grande capitalização bolsista. Por vezes surgem sondagens do valor das marcas que mostram bem a penetração das estratégias de "marketing" nas quais por vezes os índices de reconhecimento do último anúncio da TMN ou da Vodafone chegam aos 90% entre os jovens. Em suma, ao identificarmo-nos e replicarmos os modelos de consumo que os "bluechips" injectam nos "media" estamos a garantir, num todo, a estabilidade do espectáculo. Estamos conforme o espectáculo. Como Debord afirmou "O espectáculo não é uma colecção de imagens, é uma relação social entre pessoas mediada por imagens" [7]
Um vector que inconscientemente sustenta o espectáculo e não deixa que este caia pelo esquecimento ou pela falta de apelo à psique humana é a figura do escândalo político. Ao contrário do que aconteceu com os deuses gregos ou dos regulamentos da Câmara Municipal de Lisboa contra os atentados ao pudor que nunca foram revogados mas deixaram de "existir", o escândalo político que pode ser o da má fé, corrupção, até aos incêndios florestais ou criminalidade, que, projectados na televisão para milhões de lares nos uniformizam nos imperativos das interpretações dos agentes noticiosos. Invariavelmente, moralizar o sistema é a resposta que ouvimos. Recuperar os velhos valores é outra linha rétorica que chega ao coração do telespectador-eleitor. O escândalo, aí, é o melhor arranque possível para qualquer campanha que se proponha salvar a situação ou, pelo menos, vender livros ou jornais. Foi assim em milhares de casos mas, para ilustrar com exemplos recentes, que melhores chamadas de atenção que um título "Portugal, hoje – o medo de existir" e José Gil contracenado pelas reflexões de Saramago ao Diário de Notícias ao qual explicita a sua ideia de integração de Portugal na Espanha? Estes ensaios parecem já pensados para a recuperação do que "criticam", para a multiplicação da situação e sua cristalização, sendo o tema da ameaça à nação por parte de um entidade externa de bodes expiatórios um cliché recorrente.
Baudrillard, pós-situacionista, disferiu precisamente a crítica mais original da sua época aos "media" ao acusá-los de serem o longo braço dos interesses financeiros mesmo enquanto apregoam o rebentar do escândalo mais visceral na alta política e finança. Afinal, segundo a sua observação, "a denúncia de um escândalo é sempre uma homenagem que se presta à lei" [8] e, referindo-se especificamente ao caso Watergate que derrubou o presidente norte-americano Nixon por ser responsável por ordenar escutas na sede da oposição, (watergate) "conseguiu sobretudo impor a ideia de que watergate era um escândalo – nesse sentido foi uma intoxicação prodigiosa." [9]
Os interesses do sistema, em oposição aos dos actores individuais que caiem em desgraça, são logo defendidos pelos paladinos da moralidade social como foram no caso específico de watergate. Assim, os repórteres do Washington Post mais não foram que acólitos da ordem capitalista imoral.
Falamos da auto-regenaração a que a situação, no sentido estrito, se submete periódicamente através de processos de linchamento público (analogia da inquisição) que apelam ao instinto humano para a identificação com as instituições ameaçadas (a nação, por exemplo).
Em suma, como colocado por Mustapha Khayati, "libertar a vida do quotidiano, quer dizer, dessa escravatura que é a organização preconcebida do tempo com o objectivo central de rentabilizar o trabalho e controlar os cidadãos" [10] , era esta a mensagem situacionista, para que o indivíduo interrompesse radicalmente o espectáculo das relações sociais mediadas pelos símbolos do capital, para libertar os humanos das vontades e dos desejos formatados para nós pelas organizações do capital. Tal objectivo parece mais distante agora de ser alcançado do que no fim da União Soviética e concerteza mais longe do que nos anos 60 do florescimento do movimento situacionista...
Bibliografia Nota: Os textos dos membros do movimento situacionista podem ser livremente reproduzidos, traduzidos ou adaptados, mesmo sem indicação de origem, segundo a premissa da Internacional Situacionista, nesse sentido surge com frequência a menção "sem direitos de autor" nas referências bibliográficas deste artigo.
Baudrillard, Jean , 1991, Simulacro e Simulação, Athena, Santa Maria da Feira, traduzido por Maria João da Costa Ferreira Debord, Guy, The Society of the Spectacle, Paris, 1967, Traduzido por Ken Knabb, Sem Direitos de autor, http://www.bopsecrets.org/SI/debord/1.htm, (23-10-2007,21h) Vaneigem, Raoul , The Revolution of Everyday Life, 1967, sem direitos de autor, adaptação livre, in http://library.nothingness.org/articles/SI/en/display/56 (22-11-2007, 23h) Tormey, Simon , 2004, (notas de apoio ao curso "Modernity and its critics" na Universidade de Nottingham) in http://homepage.ntlworld.com/simon.tormey/books/AC2.html, (25-10-2007, 23h) Marx, Karl, Capital, Hamburgo, 1867, traduzido por Bert Schultz, sem direitos de autor, http://www.marxists.org/archive/marx/works/1867-c1/ch01.htm, ( 21-11-2007, 18h) Sem Autor Declarado, Situacionismo, in http://www.geocities.com/Paris/Rue/5214/situacionismo.htm, (05-11-2007, 20h) Vários autores , Manifesto, International Situaticionniste #3, 1959, traduzido por Ken Knabb, sem direitos de autor, in http://library.nothingness.org/articles/SI/en/display/315 , (24-11-2007, 18h)
[1] Vários autores, Manifesto, International Situaticionniste #3, 1959, traduzido por Ken Knabb, sem direitos de autor, http://library.nothingness.org/articles/SI/en/display/315 [2] Marx, Karl, Capital, Hamburgo, 1867, traduzido por Bert Schultz, sem direitos de autor, in http://www.marxists.org/archive/marx/works/1867-c1/ch01.htm [3] Tormey,Tormey, 2004, http://homepage.ntlworld.com/simon.tormey/books/AC2.html [4] Idem, ibidem. [5] Vaneigem, Raoul, The Revolution of Everyday Life 1967, sem direitos de autor, adaptação livre, http://library.nothingness.org/articles/SI/en/display/56 [6] Vaneigem, Raoul, The Revolution of Everyday Life 1967, sem direitos de autor, adaptação livre, http://library.nothingness.org/articles/SI/en/display/56 [7] Debord, Guy, The Society of the Spectacle, Paris, 1967, Traduzido por Ken Knabb. Sem Direitos de autor, http://www.bopsecrets.org/SI/debord/1.htm [8] Baudrillard, Jean, 1991, Simulacro e Simulação , Athena, Santa Maria da Feira, traduzido por Maria João da Costa Ferreira, pp 23 [9] Idem, ibidem, pp [10] Sem Autor Declarado, Situacionismo, http://www.geocities.com/Paris/Rue/5214/situacionismo.htm
O nosso ex-Primeiro Ministro Light, Santana Lopes, tem desde há pouco tempo o seu próprio blog, onde fala de tudo um pouco. Dele, porque o mandato acabou em desgraça ao fim de apenas 4 meses, esperava que dedicasse muita escrita a evidenciar porque estava o ex-presidente Sampaio enganado quanto a ele bem como estariam outros críticos importantes como o actual Presidente, Cavaco Silva. Além dessa esperança, tinha outra, ingénuo de mim, que era a de que o ilustre Santana versasse acima de tudo sobre questões de interesse nacional de forma constructiva.
Com efeito, Santana dedica-se ao bom jeito de Carlos Castro e companhia a falar mais da princesa Diana ou da morte de Pavarotti ou as cusquices dos diários do assessor de Blair do que a mostrar que o seu modelo de governação seria viável. Cai no erro de ser a favor da parvoíce que seria a redução dos impostos já (antes de o estado superar a meta de baixar dos 3% de défice da balança corrente) munindo-se do argumento do sofrimento dos coitadinhos das zonas fronteiriças que conduzem às vezes mais de uma dezena de quilómetros para se abastecerem (coitadinho mas é de mim). Ou a Galp que perde 100 milhões de euros por ano (esta muito mais coitadinha, basta ver num mapa da Península Ibérica vendido pela Galp que esta já tem mais gasolineiras em Espanha que em Portugal).
Fala nos Santana que é essencial que Portugal aprove a revisão ortográfica da língua no âmbito da CPLP. Aqui fico furioso (ok, não fico porque Santana Lopes para nosso bem é insignificante) porque o acordo proposto, de origem brasileira seria um insulto à nossa inteligência. Como consta do artigo em http://www1.folha.uol.com.br/folha/e...5u321373.shtml, passaríamos por decreto, se Santana nos governasse, a deixar para trás a origem latina da nossa língua em muitas das nossas palavras, óptimo passaria a ótimo, acto a ato ou facto a fato. Assim fato corresponderia a dois conceitos distintos, acto, que como sabemos tem correspondência noutras línguas com akt no alemão, act no inglês ou acto no espanhol, passaria a uma nova categoria, o brasileiro imposto em Portugal, com o argumento de que o "c" em acto é mudo. Mudo só o é quando fala um brasileiro, por isso digo que se as mudanças velozes e radicais na língua portuguesa falada e escrita no Brasil no século XX (que incluíram a introdução do trema na escrita e a liberalização total dos nomes próprios atribuíveis, quem não se lembra do Um Dois Três de Oliveira Quatro) são parte da construção do projecto da nacionalidade brasileira como um sentido de si oposição à herança portuguesa, faça-mos como o nosso antepassado Fernandes Thomaz e digamos à intenção brasileira de homogeneização da língua que seja muito feliz. Do lado de lá do Atlântico.
Felizmente está agora arredado de nos poder trazer a irresponsabilidade que continua a mostrar mesmo longe da acção política.
Passe muito bem o dr. Santana no seu escritório de advocacia...
Este ano depois de A Caverna, História do Cerco de Lisboa, Evangelho Segundo Jesus Cristo e Pequenas Memórias, começo a ler Ensaio sobre a Cegueira, são, além de bons, "best-sellers". Há vários anos que não suporto as opiniões políticas do José Saramago que soam a tratados de gerontologia ressabiada. Se tivesse ainda um avô imagino-o assim, discordaria dele mas não dispensaria boas estórias. Mas leio-o com a mesma coerência moderna de quem acha que os bébés são a melhor coisa do mundo mas por o achar um mal necessário, votou sim no aborto. (votaria se o nosso governo achasse que os portugueses no estrangeiro também devem ter uma opinião vinculativa a dar na vida íntima das mulheres portuguesas).
Luiz Pacheco, uma lufada de ar fresco, um libertino do tempo do Estado Velho, uma "grande peça", um homem que diz "puta que os pariu" às novas gerações...
Tenho, à hora que escrevo, 22 anos, por isso tenho desculpa bastante para nunca ter dado conta da existência de um escritor/ pedófilo bisexual/ bêbado compulsivo/ pedinte/ condenado por atentado ao pudor (delito dentro do qual coube a pedófilia no tempo da ditadura) e por fim vedeta de entrevistas nos lares de idosos por onde vai vivendo a sua oitava década de vida e pagando aos entrevistadores com pérolas do calão português bem "esgalhado" como ele adora dizer.
Bem esgalhados são pois as suas observações, como, ao referir se a Santana Lopes, que lhe aumentou por decreto a pensão disse ao SOL: "Gosto do Santana por causa disso. E também porque é um playboy, um gajo dos copos, das discotecas e das putas". Ou a forma lucidamente humorada com que reage à sua quase cegueira: "Operado? Nem penses nisso. O que é que eu quero ver com 80 anos? Eu quando vou ali à sala, onde estão os velhos todos, tiro os óculos para ver tudo nublado, para não me ver ao espelho... Aquilo é um pavor!"
Mas pela brejeirice que chama a atenção inicial se segue a vontade de descobrir a sua obra.. a multi galardoada "Comunidade" e "O libertino passeia por Braga..." são as mais citadas da sua bibliografia prolixa pela blogosfera que surpreendentemente dedica tantos hits a Luis Pacheco (nem sei se é Luis ou Luiz, as fontes divergem). Sendo uma coisa certa, a análise da obra deste autor fica em terceiro plano face à atenção dedicada à transcrição das suas entrevistas e às reproduções dos seus muitos insultos.
Agora tempo para passar a da mera curiosidade à leitura de algum livro deste dinossauro. Se alguém quiser um cheirinho aqui está um extracto de "Comunidade": http://bibliomanias.no.sapo.pt/comunidade.htm.
No meu segundo artigo para a School of Politics da Universidade de Nottingham dissertei sobre a nova política americana em relação aos países africanos produtores de petróleo sob o lema da guerra global contra o terrorismo. O artigo foi realizado para a cadeira "Intervention in Africa" da "Lecturer" Catherine Gegout a quem agradeço especialmente pela míriade de fontes actuais disponibilizadas sobre um assunto tão obscuro.
The new American paradigm towards Africa: Oil and the Global War On Terrorism Doctor Catherine Gegout University of Nottingham November 2006
Introduction Historically, Schraeder argued, “The relationship between the United States and Africa is one characterized in the main by indifference and punctuated by flurries of interest and action.”[1][2] It does in fact seem likely that America’s new geopolitical paradigm towards Africa is simply a quest to secure new oil sources for its next decades’ increasing demand, no matter which rhetoric is in use to enforce its efforts.
There has been a fundamental shift in US policy towards Africa in the last few years with the well known strategy of Global War On Terrorism. Though, a renewal of interest didn’t start with the 9-11-2001 events, but instead since late Clinton administration a new involvement policy had started to be implemented actively, denying the previous assumption of Africa not being a vital interest.
The fundamental premises that this essay aims to address are, that far from any moral imperatives, Clinton’s second mandate and George W. Bush’s both mandates, have shown a new engagement towards Africa. Its intentions as the essay shall argue are to: firstly, secure oil sources for the future as a strategy driven towards satisfaction of US demand within a framework of diversification from its dependence on the sources in the Middle East. Secondly, help friendly regimes in power through mainly military assistance programmes. Thirdly, expand the Global War On Terrorism rhetoric to Africa in order to legitimise active military intervention in African territory to further ensure the safety of the oil fields and plants.
Economic relations The United States’ trade policy has had a virtual engagement towards Africa since Clinton’s second mandate (1998 to 2001). Through the “Partnership for Economic Growth and Opportunity in Africa” or “African Growth and Opportunity Act” (AGOA), it promised to deliver more private investment and facilitate imports from a cluster of states that would be crucial allies for future widening of US presence. However, there has been ever since a remarkable lack of US private investment and interest only countered by the US oil companies’ expansion in the region as well as US policies to “help African countries to secure their resources”.
The AGOA was a package of rewards for market reforms aimed towards applicant African countries. This would allow further American private investment as mutual barriers to trade would be broken.
The African Growth and Opportunity Act (AGOA) was signed into law on May 18, 2000 as Title 1 of The Trade and Development Act of 2000. The Act offers tangible incentives for African countries to continue their efforts to open their economies and build free markets.[3]
In other words, the AGOA was an initiative aimed at creating conditions for US companies to lead a virtual take-off of African growth which would be created and the peace dividend would be greater (for both).
2002 2003 2004 2005
U.S. Exports 6,026.1 6,870.9 8,438.5 10,314.7
U.S. Imports 17,891.4 25,633.3 35,879.5 50,289.7
Source: U.S. Dept. of Commerce, Bureau of Census[4]
Nevertheless, few in Africa must believe this rhetoric as the latest figures show that in the last years African non-oil exports to the US account now for a mere 7 percent of the total. Oil is in fact all of what US-Africa trade relations are about.
In fact the AGOA initiative failed completely in bringing to reality hopes of development of entrepreneurship or equitative development and poverty relief. Instead, the top five AGOA beneficiary countries are the five oil richest, these are Nigeria, Angola, Gabon, South Africa, and Chad. Furthermore, the weight of non oil exports of these countries remains insignificant. The main beneficiaries of the widening of custom free practises are then the US oil companies and the corrupt governmental elites which not only charge “signing bonuses” but also have made disappear a great part of the oil revenues.
These measures were both a reflection of the negative perspective towards past “inefficient aid” to Africa and the Clinton administration’s adoption of the “trade not aid” formula. Indeed, US gross aid had reached 2.4$Bn in 1985 at the height of the cold war, then dropped to 1.2$Bn by 1990[5] and down to mere 650$Mn by 1997, which, along with accumulated inflation together with African growing debt meant that aid was insignificant. Today, it is known that US channels 0.1 percent of its GNP to aid but from these roughly US10$Bn, only 10%, US1$Bn are entitled to Sub-Saharan Africa.
During the George W. Bush tenure, the prior American focuses on aid and on trade would be remarkably phased out by the unimportance of bilateral trade and disbelief on aid efficiency. In 2000, when George W. Bush “in the course of a presidential debate with Vice President Albert Gore, was questioned about United States’ foreign policy towards Africa, he responded that we do not have any vital interests there.”[6] As a matter of fact this statement reproduced the Neo-Conservative American view.
However, in May 2001, just four months before the 9-11 attacks, Vice-President Dick Cheney, an ex Chief Executive Officer of Halliburton (an oil production services provider), was chairing the National Energy Policy Development Group (NEPD) and delivered a grim outlook for energy. The USA had consumed 17 percent more energy in the 1990 decade than in the previous ten years, while its domestic output had only been able to rise 2.3 percent. In the 2000-2020 period, the group expected the consumption figure to increase to 32 percent. Meanwhile, the US domestic production has decreased about 40 percent from early 1970’s to 2000. It is expected to keep on decreasing progressively given that oil imports have more than doubled and have passed the 50 percent barrier in late 1990’s. The total import output should reach the 75 percent figure by 2020 to keep the US economy “well oiled” and robust.
Taking these conclusions to heart, the strategic solution sought was to review its world’s oil source sites. After all, most foreign petroleum partners seemed either at the wrong place, as Saudi Arabia’s two month shipping distance, or with the “wrong regime”, as Chávez’ Venezuela. Furthermore, the African outlook for oil extraction is quite encouraging. Angola and Nigeria already supply about 15 percent of U.S. oil imports and U.S. officials predict that African oil imports will reach 25 percent of their country’s crude imports by 2015, more than the whole Persian Gulf would. Identified oil reserves in Africa rose from 58Bn barrels in 1984 to 112Bn barrels in 2004. Today African production exceeds eight million barrels, roughly 10 percent of world production but the 20 percent mark can be reached by 2015. As to the US oil companies, from which many US state advisors and State Secretary Condoleezza Rice comes from (she was director at Chevron Texaco), have never invested so much. The US governmental promises of making African oil producing countries safer is in complete harmony with the boards of US oil companies’ interests, providing them the opportunity to expand in Africa in the right time as they have been accounting larger profits than ever due to the rise in oil prices. For example, Exxon-Mobil in 2005 reported the biggest profit in world’s history, US$36Bn. The oil price bolstering Iraq war (from 2003 to 2005), was seen to have enduring effects at least throughout 2006 and US companies took the momentum to expand. ESSO invested nearly US$10Bn in three deep-sea oil exploitation projects in Angola. In addition, ExxonMobil invested hugely in an oil pipeline about one thousand kilometres long to transport oil from Cameroon to Atlantic coast. However, another US oil giant, Chevron-Texaco, planned to invest US$20Bn in the next five years to expand its production capability in Africa. Therefore, the US government can be recognised as the far reaching arm of the US oil corporate interests.
Military relations The operation “Restore Hope” in Somalia 1992-1994 made America’s willingness to intervene directly in Africa decrease dramatically. Thereafter the US government sought softer means of defending its regional allies and announced the creation of the “African Crisis Response Initiative” (ACRI) in October 1996. This programme intended to enhance the capacity of “friendly” African militaries, which came in line with an ideological background of leaving the Africans fighting their own wars, though with US training and weapons.
However, with the new linkage between Africa and US national (resource) security, the Bush administration refurbished the ACRI program to its today’s “African Contingency Operations Training Assistance” (ACOTA) program in order to further bolster the ability of African military forces to protect access to oil resources from “terrorist hands”. Events such as Liberia’s 2003 internal war further demonstrated US unwillingness to intervene where there are no “vital (resource) interests”.
After the launch of ACRI, in October 1997 Assistant Secretary of State Susan Rice defined two pillars for Clinton’s last mandate policy for Africa:
“Seek to accelerate Africa’s full integration into the global economy... (and) defend the United States from threats to our national security that emanate from Africa... Terrorism, international crime, narcotics, weapons proliferation and disease.”[7]
Hereby, somehow, it anticipated the (alleged) Al Qaeda (literally The Base) embassy attacks in August 1998 in Nairobi, Kenya and Dar es Salaam, Tanzania. By September of the same year the US Congress was already openly referring to the “need engineering public acceptance for sacrifices of dollars and lives”[8] . It is therefore interesting that the official US argument of terrorism started actually before terrorist attacks did happen in Africa.
Thereafter, the US sought to deepen its ties with a cluster of states to be future regional allies and the initial chosen were the new post-Apartheid South Africa, Uganda, Rwanda and Ghana. The benefit from US military expertise and weapons was at stake for these states’ governments, subsequent improvements in their military capability would provide local regimes a good guarantee to survive in power.
But it was in the aftermath of the 9-11 attacks that American and European media attention turned more towards Africa, especially to the Western Sahara Desert. This was due to US intelligence flooding the media with rumours that Al-Qaeda’s top personnel would move rapidly from US invaded Afghanistan to seek shelter in the open and desolate areas of Northern Africa’s Sahara Desert. There it could be safe from US supervision as well as where it would engage new threats to both American and European security. As Westerwelt for American radio NPR hinted:
“Experts speculate the heavy U.S. presence in Afghanistan has pushed Al Qaeda operatives into northern and central Africa. In response, the U.S. military has increased counter-terrorism training for local forces on the continent. Critics say the United States is relying on politically weak states with militaries that have shoddy human rights records.” [9]
A series of news reports on terrorist attacks and hostage taking of European citizens by the allegedly Al-Qaeda related “Group Salafiste pour la Predication et le Combat” (GSPC) include a German convoy in Algeria in 2003 and the bombing of the “Casa de España” in Morocco. Also, the 11th March bombing of Madrid’s railway stations has supposedly been held by Maghreb based Al-Qaeda cell.
GSPC’s alleged actions came in hand to support the official discourse by the US that organized terrorist groups had been emerging in North African countries creating a major threat of militant Islamic expansion to the neighbouring countries to the south.
International Security “experts” rushed to explain the danger of their great mobility possibilities as they could move freely through the Sahel side of the Sahara Desert reaching Mali, Chad, Mauritania, Niger and Nigeria and collect Islamic support to topple local governments. According to these experts’ view, the terrorist’s intention was to establish a new bastion for the so called “axis of evil”. On the other hand, also Europeans should feel threatened and in turn give support to actions designed to curb these terrorist groups from developing in its own “backdoor”.
The following excerpt from the Washington Post shows how far the Algerian “experts” are committed to stress the threat represented by the GSPC and its important role in international terrorism.
"The leadership of al-Qaeda doesn't have a secure base left anywhere else in the world," said Liess Boukraa, a terrorism expert and author in Algiers. "So al-Qaeda needs the GSPC at the logistical level. The GSPC needs al-Qaeda at the ideological level."[10]
Through “terrorist uprising” based and ravaging in the “out of sight” and “beyond verification” vast desert site, the Algerian Sahel Sahara was deemed to be the perfect location for an “elaborate deception on the part of Algerian and US military intelligence services”.[11] The US has even been granted the right to use the airfield at Tamanrasset, in southern Algeria to deploy special surveillance airplanes.
The fact is that Algeria has had its establishment fighting to keep out an Islamic party from reaching power through bloody repression for more than 15 years. Successive Algerian governments have been either ignored or subjected to embargo from great part of the international community, especially concerning the weapons trade. It has long been an opportunity to grasp international help to secure power and, as GWOT lasts as a major American official rhetoric, a “troubled” Algeria is set to have a good outlook of US direct aid.
Initially with the GSPC problem routed in Algeria’s Sahara, the US has just concluded the Flintlock 2005 training programme which dispatched 1000 Special Forces troops to the countries of Mauritania, Chad, Mali and Niger within the US’s Pan Sahel Initiative (PSI), designed to provide anti-terrorism training to the region's military. The reasoning for training these militaries was the widely reported proliferation of GSPC’s and Al-Qaeda’s activities in the vast region’s escapades.
Nonetheless, voices have arisen to point out GSPC as a “façade” of Algerian intelligence in order to make its regime collect dividends out of the American “crusade” against terrorism. As Jeremy Keenan, a UK expert on Sahara told BBC "Probably 90% of the Saharan population just knows that the GSPC is just a pseudonym for the Algerian security services, and there's a lot of truth in that."[12]
Meanwhile, US Special Forces troops trained battalions the local authoritarian governments want to see “beefed-up” for their own protection instead of border troops which would ensure that the terrorist groups would not trespass. All of this with the connivance of the US military as reported by the Washington Post:
“The U.S.-trained battalion is commanded by Deby's (Chad’s president) nephew, Maj. Hardja Idriss, and is part of a regiment assigned to protect an authoritarian and increasingly unpopular president. Deby survived an attempted coup last year, and his grip on power remains fragile. "It just makes sense. They're the president's guard, and so in this region, with all the coups and stuff, you'd want them the best trained," said Capt. Jason, the team leader.”[13]
An additional American terrorist concern lies on the Eastern side of Africa, in the Horn of Africa. In Djibouti the US holds the Camp Lemonier military base with a 2000 men strong garrison plus an amphibious force and its USS Mount Whitney warship headquarters. This triangle of American strength acts as an information and operational hub in the region including the Yemen and Saudi Arabia terrorist connections.
According to General John Sattler, from Djibouti US officials conduct a mission that seeks to "detect, disrupt, defeat and deny [terrorist activities] by taking away their perceived safe havens, taking away their external assistance and the material support”[14]. It is indeed from Djibouti’s base that US military carry out covert operations and known operations such as the bombing of suspected Al-Qaeda facilities in Khartoum in 1998 just after the Nairobi and Dar-es-Salaam embassy attacks.
Another operational US base is located in the Diego Garcia Island, a UK possession in the Mauritius archipelago renowned for its role in the 1991 Persian Gulf War and where it officially stockpiles military equipment to arm its battalions when needed. But America’s most significant military interaction with Africa is its “assistance programs”. “The International Military Education and Training (IMET) program is used to provide professional training to African military officers from forty-four countries at U.S. military colleges and other military facilities in the U.S. In FY 2007, IMET expected to provide training to some 1,400 officers from Sub-Saharan and North African countries (excluding Egypt) at a cost of $15.6 million.”[15]
Foreign Military Sales to African states (including North Africa) rose from $39.2 million in Fiscal Year (FY) 2005 to $59.8 million in FY 2006[16]. In oil rich Nigeria alone “US Defense Department awarded Nigeria US$6Mn worth of sales licences in military equipment by US companies supplemented with US$1,65Mn military training assistance to cover the costs of training 300 Nigerian Officers.”[17] Hence, it is clear that it all sums up to an agenda centred on oil security and such commitment on supporting militarily governments, which actively promote repression as their way of survival due only to their sovereign over the much valued resource.
Conclusion Under the rhetoric of bringing trade (with the AGOA programme) to Africa as a solution to its poverty problems, the promotion of human rights respect, AIDS/HIV fight, effective democracy and development aid have been pushed towards the background as oil interests and “war against terror” became the only variables of US interest.
The question about USA-Africa relations now is not whether Africa will be ignored as it has been in the past but what will the consequences of the conservative policies be in the countries where the US is intervening. In the course of W. Bush’s tenure, a sharp increase of oil revenue and military “aid” has been channelled to countries such as Nigeria, Algeria or Chad which has made these countries’ governments significantly stronger. This allowed them to gain momentum in their fights against other internal groups’ long-lasting insurrections and decisively enforce their own status quo. The underlying danger is the one of the strengthening of US-backed regimes which offers their populations but to filch the increasing natural resource revenues and keep a strong authoritarian fist to any opposers. The truth seems to be that there is no compassionate conservatism in the US policies towards Africa but only a pragmatic embassy of US oil companies interests alongside African governments. The losers in all the millionaire deals will continue to be the African peoples, denied, as always, to entitle a fair share of the profit as autonomous civil societies, which will remain a mirage under their leaders’ grips. Finally, US strategy of expansion of Global War On Terrorism to Africa may bluntly prove itself counterproductive. After all, it can boost social resistance to US presence and trigger actual Terrorism against itself as it becomes related to authoritarian regimes relying on US military “aid” and petrodollars.
Bibliography US Department of Commerce official website, www.commerce.gov US Department of State official website, www.state.gov AGOA official website, www.agoa.gov BBC News http://news.bbc.co.uk NPR (American National Public Radio) The Washington Post http://www.washingtonpost.com
Alden, C, 2000, “From Neglect to Virtual Engagement: the United States and its new Paradigm for Africa”, African Affairs No.99. Biel,R, 2003, “Imperialism & International Governance: The Case of US Policy towards Africa”, Review of African Political Economy No.95. Diemond,J., 2006, Market Access & Compliance/Office of Africa, Source: U.S. Dept. of Commerce, Bureau of Census,March 2006, http://www.agoa.gov/resources/US-African%20Trade%20Profile%202006.pdf Hentz, J.J, 2005, ”The Contending currents in United States involment in sub-Saharan Africa” in Africa in international Politics: External Involvement in the Continent, Ian Taylor and Paul Williams, New York, Routledge Keenan, J, 2004, “Terror in the Sahara: The Implications of US Imperialism for North & West Africa”, Review of African Political Economy No101 Klare.M.t and Volman, D, May 2004, “Africa’s oil and American National Security”, Current History Perl, R. 1998, Terrorism: US response to bombings in Kenya and Tanzania: A new policy direction?, Congressional Research Service, Report 98-733F Reno, W, 2001, “How Sovereignity Matters: International Markets and the Political Economy of Local Politics in Weak States” in T.Callaghy, R.Kassimir and R. Latham (eds) Intervention and Transnationalism in Africa, New York: Cambridge University Press Schraeder, Peter, 1994, “United States Foreign Policy towards Africa : Incrementalism, crisis and change”, Cambridge University Press Volman, D, 2006, “US military Programs in Sub-Saharan Africa, 2005-2007”, Association of Concerned Africa Scholars, http://acas.prairienet.org/military [1] Schraeder, Peter, 1994, “United States Foreign Policy towards Africa : Incrementalism, crisis and change”, Cambridge University Press, pp5 [2] Alden, C, 2000, From Neglect to “Virtual Engagement”: The United States and its new Paradigm for Africa, African Affairs,99, pp356 [3] www.agoa.gov/, 2006-11-24, 23h [4] Diemond,J., Market Access & Compliance/Office of Africa, Source: U.S. Dept. of Commerce, Bureau of Census,March 2006, http://www.agoa.gov/resources/US-African%20Trade%20Profile%202006.pdf, 2006-11-23, 23h [5] Reno, w, 2001, “How Sovereignity Matters: International Markets and the Political Economy of Local Politics in Weak States” in T.Callaghy, R.Kassimir and R. Latham (eds) Intervention and Transnationalism in Africa, New York: Cambridge University Press, pp. 197-215 [6] Hentz, J.J, 2005, ”The Contending currents in United States involvement in sub-Saharan Africa” in Africa in international Politics: External Involvement in the Continent, Ian Taylor and Paul Williams, New York, Routledge, pp.23 [7] Rice, Susan, Assistant Secretary for African Affairs, 22 October 1997, African News Service, www.africanews.org [8] Perl, R. 1998, Terrorism: US response to bombings in Kenya and Tanzania: A new policy direction?, Congressional Research Service, Report 98-733F, 1September 1998 [9] Westervelt, Eric, March 8, 2004Morning Edition, www.npr.org/templates/rundowns/rundown.php?prgdId=3, 2006-11-20, 17.37h [10]Whitlock, C. Al-Qaeda's Far-Reaching New Partner, Salafist Group Finds Limited Appeal in Its Native Algeria, Washington Post Foreign Service, October 5, 2006; Page A01 [11] Keenan, J. 2004, Terror in the Sahara: the implications of US imperialism for North & West Africa, Review of African Political Economy, Nr101, pp476 [12] Fellows, Catherine, 2005, BBC News, http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/africa/4749357.stm, 2006-11-20, 16.49h [13] Scott Tyson, Ann, Tuesday, July 26, 2005, Washington Post , http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2005/07/25/AR2005072501801.html, 2006-11-20 [14] Matheson, Isabel, 2002, BBC News, http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/africa/2573765.stm, 2006-11-20, 18.10h [15], 16 Volman, D, 2006, “US military Programs in Sub-Saharan Africa, 2005-2007”, ACAS, http://acas.prairienet.org/military, (Information on the Commercial Sales program, the U.S. government budget for foreign operations, and U.S. policy toward Africa can be obtained through the web site of the U.S. State Department) [17]Klare.M.t et al, May 2004, “Africa’s oil and American National Security”, Current History, pp230
And to this we may add Alden’s conclusion, “It has been characterized by the pursuit of commercial activities, be it in the form of slave trade in the eighteenth and nineteenth centuries or oil in the contemporary period.”